Principais métodos de estudo: como escolher a melhor técnica para aprender mais

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Em resumo:

  • Os principais métodos de estudo ajudam a melhorar a concentração, a organização e a retenção do conteúdo, tornando o aprendizado mais eficiente;

  • Técnicas como Pomodoro, mapas mentais, flashcards, Método Robinson/EPL2R e Feynman podem funcionar de formas diferentes para cada perfil de estudante;

  • Especialistas defendem que estudar por mais tempo não significa aprender melhor.

Você sabia que passar horas estudando nem sempre significa aprender melhor? Conhecer os principais métodos de estudo pode ser muito mais eficiente do que simplesmente aumentar o tempo em frente aos livros. 

Segundo a escritora e especialista em educação Cida Simka, a qualidade do estudo costuma ser mais importante do que a quantidade de horas dedicadas a ele. Já que quando o cérebro está cansado ou distraído, a tendência é que a retenção das informações diminuam.

Além disso, cada pessoa aprende de um jeito. Enquanto alguns estudantes conseguem memorizar melhor com esquemas visuais, outros aprendem explicando o conteúdo em voz alta, resolvendo exercícios ou revisando ao longo da semana.

Neste artigo, você vai descobrir o que são métodos de estudo, como funcionam as principais técnicas, além de entender como escolher a melhor estratégia para o perfil do seu filho ou filha e criar uma rotina de estudos mais eficiente.

Confira os tópicos que vamos abordar:

  • O que são métodos de estudo?

  • Quais são os métodos de estudos?

  • Qual é a melhor técnica de estudo?

  • Como escolher um método de estudo?

  • Como a escola pode ajudar os alunos a desenvolver hábitos de estudo? 


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adolescente estudando em casa

O que são métodos de estudo?

Os métodos de estudo são estratégias que ajudam os estudantes a aprender de forma mais eficiente, organizada e produtiva. 

Em vez de apenas passar horas lendo ou relendo o conteúdo, essas técnicas estimulam diferentes formas de concentração, memorização e compreensão da matéria.

Na prática, os métodos de estudo ajudam a:

  1. Melhorar a concentração: evitando distrações e excesso de cansaço mental.

  2. Facilitar a memorização: por meio de revisões, conexões e aprendizagem ativa.

  3. Organizar a rotina: criando hábitos de estudo mais produtivos.

  4. Aumentar a compreensão: estimulando o aluno a realmente entender o conteúdo, e não apenas decorar.

Segundo a escritora e especialista em educação Cida Simka, um dos erros mais comuns é acreditar que estudar por muitas horas garante melhores resultados:

“O excesso de quantidade de tempo, em detrimento da qualidade, obriga o cérebro a se manter em atividade intensa, por um longo período, e contribui para a diminuição da concentração e, consequentemente, da retenção das informações necessárias para o aprendizado”, comenta Simka.

Isso acontece porque existe uma grande diferença entre estudo passivo e estudo ativo. 

Qual é a diferença entre estudo ativo e estudo passivo?

Nem todo tempo dedicado aos estudos significa aprendizado de qualidade. Isso porque existe uma diferença importante entre estudo passivo e estudo ativo.

✔️ Estudo passivo: releitura excessiva, grifar textos sem atenção e decorar conteúdos.

✔️ Estudo ativo: resolver exercícios, explicar a matéria, revisar conteúdos e criar conexões entre os temas estudados.

Segundo Cida Simka, métodos que estimulam a participação ativa do aluno ajudam a melhorar a concentração e a retenção das informações de forma mais eficiente.

“Para obter um resultado positivo, diminuir o tempo de estudo e aprender de forma eficaz torna-se necessário adotar técnicas ativas de estudo, que representam a qualidade, entre elas revisar o conteúdo um pouco a cada dia, em horários em que a mente esteja mais descansada, e com a aplicação de metodologias diferenciadas”, explica. 

Quais são os métodos de estudos?

Existem diferentes métodos de estudo que podem ajudar os estudantes a melhorar a concentração, organizar a rotina e aprender com mais eficiência. 

Cada técnica estimula o cérebro de uma forma diferente — algumas ajudam no foco, outras facilitam a memorização ou a compreensão dos conteúdos.

Segundo a especialista Cida Simka, não existe um único método ideal para todos os alunos. O mais importante é entender qual técnica funciona melhor para cada perfil de aprendizagem e para cada tipo de disciplina.

A seguir, veja alguns dos principais métodos de estudo e como cada um funciona na prática.

1. Método Pomodoro: mais foco e menos distrações

O método Pomodoro é uma técnica criada pelo italiano Francesco Cirillo, no final dos anos 1980, para melhorar a concentração e evitar o cansaço mental durante os estudos. 

A estratégia funciona dividindo o tempo em blocos curtos de foco total, geralmente de 25 minutos, seguidos por pequenas pausas.

A dinâmica costuma funcionar assim:

  • 25 minutos de estudo com foco total;

  • 5 minutos de pausa;

  • após 4 ciclos, uma pausa maior de 15 a 30 minutos.

Segundo Cida Simka, o método pode ser especialmente útil para estudantes que se distraem com facilidade ou sentem dificuldade para manter a produtividade por longos períodos.

Ideal para:

  • estudantes com dificuldade de concentração;

  • rotina cansativa;

  • revisão de conteúdos;

  • pode ser aplicado para qualquer disciplina.

2. Mapas Mentais: aprendizagem visual e conexão de ideias

Os mapas mentais, criado e sistematizado pelo psicólogo e escritor inglês Tony Buzan, na década de 1970, organizam as informações de forma visual, conectando ideias por meio de palavras-chave, setas, símbolos e cores. 

O conteúdo parte de um tema central e vai se ramificando em tópicos relacionados.

Segundo Simka, essa técnica ajuda estudantes que aprendem melhor por associação visual e precisam enxergar o conteúdo de maneira mais organizada.

aluna estudando com método de mapa mental

Os mapas mentais podem ajudar a:

  • visualizar o conteúdo de forma mais rápida;

  • criar conexões entre temas;

  • resumir matérias extensas;

  • facilitar revisões.

Ideal para:

  • História;

  • Biologia;

  • Geografia;

  • conteúdos com muitos conceitos conectados.

3. Técnica Feynman: aprender ensinando

A Técnica Feynman foi criada pelo físico Richard Feynman e parte de uma ideia simples: a melhor forma de aprender é ensinar.

Na prática, o estudante escolhe um tema e tenta explicá-lo com palavras simples, como se estivesse ensinando outra pessoa. Quando surgem dúvidas ou dificuldade para explicar determinado ponto, isso indica que o conteúdo ainda precisa ser revisado.

Para a especialista, esse método ajuda o cérebro a memorizar melhor as informações porque exige compreensão real do conteúdo — e não apenas o clássico “decoreba”. 

Ideal para:

  • Matemática;

  • Física;

  • Filosofia;

  • Direito;

  • conteúdos complexos e teóricos.

4. Flashcards: memorização ativa

Os flashcards são cartões de perguntas e respostas usados para estimular a memorização ativa. De um lado fica uma pergunta, conceito ou fórmula; do outro, a resposta.

A técnica funciona como um teste rápido de memória e ajuda o cérebro a revisar conteúdos de forma mais dinâmica e frequente.

Os flashcards costumam ser muito usados para:

  • fórmulas;

  • datas;

  • idiomas;

  • definições;

  • vocabulário.

Além dos cartões físicos, também existem aplicativos digitais que ajudam a organizar revisões periódicas com a técnica.

5. Resumos e leitura ativa

Diferente da simples releitura, a leitura ativa exige participação do estudante durante o contato com o conteúdo. Isso inclui fazer anotações, destacar pontos importantes, criar perguntas e resumir as informações com as próprias palavras.

Esse processo ajuda o cérebro a interpretar e reorganizar o conteúdo, tornando o aprendizado mais eficiente.

“Ler e reler os tópicos, com o objetivo de decorar, consiste em um erro muito comum. O aluno que decora corre o risco de esquecer o conteúdo quando este lhe for exigido, porque não aprendeu de verdade”, defende a especialista. 

6. Método Robinson (EPL2R): leitura e revisão estratégica

O Método Robinson, também conhecido como EPL2R, é uma técnica de leitura ativa criada para melhorar a compreensão e a retenção das informações no longo prazo.

O método funciona em cinco etapas:

E — Explorar: observar títulos, subtítulos e estrutura do conteúdo;

P — Perguntar: transformar os tópicos em perguntas;

L — Ler: fazer a leitura buscando responder às perguntas criadas;

R — Rememorar: explicar o conteúdo com as próprias palavras;

R — Repassar: revisar o material periodicamente.

A técnica ajuda o estudante a manter uma participação mais ativa durante os estudos e evita a sensação de leitura automática.

Qual é a melhor técnica de estudo?

Não existe uma única técnica de estudo considerada a melhor para todos os estudantes. A eficiência de cada método depende de diferentes fatores, como a disciplina estudada, a rotina, o objetivo e, principalmente, o perfil de aprendizagem de cada aluno.

Segundo a especialista Cida Simka, cada estudante precisa entender quais estratégias ajudam a manter a mente mais concentrada, confortável e estimulada durante os estudos. 

“Cada aluno, conhecedor de suas particularidades, de seu perfil de aprendizagem, deve escolher o método que o ajudará de forma mais eficiente nos estudos”, destaca Simka.

Além disso, algumas técnicas costumam funcionar melhor para determinados tipos de conteúdo. 

Isso quer dizer que enquanto disciplinas de exatas geralmente exigem mais prática e resolução de exercícios, matérias teóricas podem se beneficiar de métodos visuais, revisões e explicações em voz alta.

Qual método funciona melhor para cada perfil de estudante?

Embora cada aluno precise testar diferentes estratégias para descobrir o que funciona melhor na prática, alguns métodos costumam se adaptar mais facilmente a determinados perfis de aprendizagem:

  • Quem perde o foco facilmente: método Pomodoro.

  • Quem aprende melhor visualmente: mapas mentais.

  • Quem aprende explicando: Técnica Feynman.

  • Quem precisa memorizar fórmulas e conceitos: flashcards.

  • Quem aprende melhor com leitura e revisão: Método Robinson/EPL2R e resumos.

Para Cida Simka, combinar diferentes técnicas ao longo da rotina também pode tornar o aprendizado mais eficiente, já que métodos variados ajudam a evitar que o estudo fique cansativo ou repetitivo.

“Um único método, além de limitar o aprendizado, também pode tornar o estudo monótono e chato. Mas essa constatação não pode ser vista como regra, considerando que cada aluno tem um perfil de aprendizagem”, conclui a especialista.

Como escolher um método de estudo?

Escolher um método de estudo eficiente passa, sobretudo,  pelo autoconhecimento. 

Você não pode apenas seguir a técnica que funciona para outras pessoas, o ideal é observar quais estratégias te ajudam a manter a concentração, compreender o conteúdo e lembrar das informações com mais facilidade.

menina estudando no computador com fone de ouvido

Nesse processo, vale prestar atenção em alguns pontos:

  1. Retenção do conteúdo: você consegue lembrar da matéria depois de estudar?

  2. Nível de concentração: o método ajuda a manter o foco ou gera distrações?

  3. Cansaço mental: a técnica torna o estudo mais leve ou mais cansativo?

  4. Tipo de disciplina: algumas matérias exigem mais exercícios, enquanto outras funcionam melhor com leitura e revisão.

Resultados ao longo do tempo: o aprendizado realmente melhorou com aquela estratégia?

Segundo Cida Simka, o estudante precisa testar diferentes possibilidades até entender quais métodos combinam mais com o próprio perfil de aprendizagem.

Vale a pena combinar diferentes técnicas?

Segundo Cida Simka, combinar diferentes métodos pode tornar o estudo mais eficiente justamente porque cada técnica estimula o cérebro de uma maneira diferente.

“As diversas metodologias estimulam a mente de forma diferenciada. Esse estímulo ajudará a reter os conteúdos”, explica a especialista.

Além de melhorar a retenção das informações, variar os métodos também ajuda a evitar que o estudo fique cansativo, repetitivo ou automático.

Na prática, muitos estudantes conseguem resultados melhores ao intercalar diferentes estratégias durante a rotina, como:

  • Pomodoro para manter o foco;

  • mapas mentais para organizar ideias;

  • flashcards para revisar;

  • Técnica Feynman para fixar conteúdos;

  • exercícios para praticar.

A especialista defende que o mais importante é criar uma rotina equilibrada, revisar os conteúdos periodicamente e entender que qualidade costuma trazer mais resultados do que quantidade de horas estudadas.

Como a escola pode ajudar os alunos a desenvolver hábitos de estudo? 

Como vimos, criar uma rotina de estudos mais eficiente não depende apenas do aluno. O ambiente escolar também tem um papel importante no desenvolvimento da organização, da autonomia e da relação que o estudante constrói com o aprendizado ao longo da vida.

Nesse sentido, escolas que incentivam participação ativa, resolução de problemas, leitura e desenvolvimento socioemocional ajudam os estudantes a criarem hábitos mais saudáveis de estudo desde cedo. 

Para as famílias, encontrar uma escola alinhada ao perfil e às necessidades do aluno pode fazer toda a diferença no desempenho e na experiência escolar.

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