Educação Não Violenta: o que é e como usá-la para educar os seus filhos

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Grande parte das gerações x e y, que são as mães, pais, avôs e avós de hoje em dia, cresceram em torno de uma cultura familiar que enxerga o castigo físico como algo aceitável. Quem aqui nunca ouviu a expressão: “É só dar umas boas palmadas que resolve”? Por muitos anos, esse tipo de criação foi associada a imposição de limites e respeito, porém, sabe-se hoje que este tipo de atitude não é adequada - na verdade nunca foi. Educar um filho com certeza é desafiador, mas hoje vamos mostrar como a educação não violenta auxilia no desenvolvimento saudável da criança e na formação de indivíduos mais colaborativos e empáticos. 


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O que é a educação não violenta?

A educação não violenta utiliza conceitos como a comunicação não violenta, a atenção plena (mindfulness), o zen-budismo, a disciplina positiva e a inteligência emocional para estabelecer uma criação voltada para a consciência emocional da criança. 


Uma educação sem violência parte do princípio em educar os filhos através do diálogo e da compreensão dos sentimentos. “Sem violência” não diz respeito somente ao “fugir das palmadas” e do castigo físico, engloba também a maneira como os pais e responsáveis de comunicam com os seus filhos. 


Atenção plena (mindfulness)

Temos a tendência a pensar que a prática de mindfulness é indicada apenas para adultos, porém, assim como nós, as crianças e adolescentes também possuem suas preocupações e ansiedades. Mindfulness é um conjunto de técnicas que ajudam a focar no momento presente, sem deixar o passado ou o futuro nos afetar. Resumindo, é estar consciente do que está acontecendo ao nosso redor.


Ensinar a criança a exercer a atenção plena desde cedo é uma forma de ajudá-los a lidar com suas sensações e emoções, tornando-os indivíduos mais equilibrados e conscientes.


Comunicação Não Violenta

Um dos pilares da educação não violenta é a Comunicação Não Violenta (CNV), conhecida também como Comunicação Voltada para a Paz, é uma técnica de comunicação desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg voltada para melhorar os relacionamentos entre as pessoas.


Inspirado por Gandhi, a CNV ensina as pessoas a serem mais conscientes e perceptivas com relação ao outro e ao momento presente da conversa, através da observação de comportamentos, da escuta ativa e profunda. Ao seguir esses passos, Marshall acredita que as interações podem ocorrem com mais respeito, atenção e empatia. 


Disciplina Positiva

A disciplina é uma abordagem criada pela psicóloga Jane Nelsen, que visa educar as crianças com firmeza e gentileza, abrindo mão de atitudes punitivas como castigos e gritos, e da oferta de recompensas para que a criança mude de comportamento. Você pode praticar a disciplina positiva colocando-se no lugar da criança, utilizando uma comunicação positiva, sendo firme, desenvolvendo o senso de responsabilidade e convidando-o para solucionar os problemas do dia a dia de forma colaborativa.


Inteligência emocional

A sociedade como um todo se preocupa muito com a inteligência cognitiva, ou seja, nossa habilidade de pensar, raciocinar, memorizar e de resolver problemas, porém, pouco se fala sobre a nossa capacidade de lidar com os nossos sentimentos. A inteligência emocional trabalha justamente isso - a habilidade em reconhecer e avaliar as próprias emoções e lidar com elas. 


A capacidade de canalizar as emoções, controlá-las e expressá-las de maneira clara, ajudará a criança a se comunicar com os pais, professores e amigos. Além disso, a inteligência emocional desenvolve a empatia e a colaboração.



Importância da educação não violenta na formação do indivíduo

A forma como uma criança é educada influencia diretamente na formação do seu caráter e no adulto que ela se tornará no futuro. Ao adotar uma educação não violenta, que prioriza o respeito, o diálogo, uma comunicação acolhedora, e que valoriza os sentimentos, os responsáveis estão preparando os seus filhos para a vida, para se tornarem pessoas que sabem resolver problemas, lidar com suas frustrações e, acima de tudo, que são empáticas e proativas. 


Se prezamos por uma sociedade mais justa e colaborativa, precisamos de crianças e jovens que vivenciam o amor, e não uma educação baseada no castigo e na repreensão.


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