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Reajuste de mensalidade escolar: como calcular?

Reajuste de mensalidade escolar: como calcular?

Tempo de leitura: 5 min

Reajuste de mensalidade escolar é um processo importante para garantir a saúde financeira da instituição no próximo ano. 

Para chegar a um valor adequado de reajuste de mensalidade escolar, os gestores geralmente levam em conta a adequação das despesas para o período, a evasão ou a captação de alunos, o índice de inadimplência, novos investimentos na escola, melhorias de infraestrutura, reajuste salarial de professores, entre outros fatores. 

É importante que os pais tenham consciência de que todos esses aspectos interferem no preço cobrado pela escola.

Como deve ser feito o cálculo do reajuste de mensalidade escolar?

Como vimos, o valor correto da mensalidade escolar é essencial para garantir a sustentabilidade financeira dos colégios e a melhoria do projeto didático-pedagógico oferecido aos alunos.

Segundo a Lei 9.870 de 1999, responsável por definir os detalhes do processo do reajuste de mensalidade, as escolas devem seguir algumas normas para manter a conformidade com a legislação.

Primeiramente, é válido saber que não existe um uma regra que defina um limite para o valor do reajuste, nem para a aplicação de descontos. No entanto, a recomendação é sempre usar o bom senso e o diálogo para tratar este assunto com os pais ou responsáveis. 

Outro ponto importante é que a escola deve, obrigatoriamente, comunicar o reajuste na mensalidade escolar até 45 dias antes do prazo final para a matrícula. Os pais também têm o direito de saber as justificativas que comprovem o reajuste aplicado pela instituição de ensino.

Além disso, as escolas não podem cobrar pela taxa de matrícula. Porém, o valor pode ser inserido dentro da anuidade e precisa estar descrito no contrato de prestação de serviços. 

Outro ponto previsto na lei é que as escolas não têm permissão para mudar o valor do reajuste ao longo do ano.

Para entender o passo a passo para organizar as receitas e despesas da sua escola, dê o play no vídeo abaixo e assista a aula sobre gestão financeiras para escolas.

Dicas para calcular o reajuste da mensalidade

O cálculo do reajuste da mensalidade para o próximo ano letivo precisa ser feito de forma organizada para evitar prejuízos à escola. Alguns pontos que devem ser levados em consideração na hora de fazer o levantamento financeiro são:

  • Despesas fixas

Avalie os gastos básicos para o funcionamento adequado da escola. É importante considerar aqueles que se repetem mensalmente. Por exemplo, conta de energia, água, telefone, aluguel, internet e pagamento de funcionários. 

Lembre-se de calcular também o total de alunos pagantes na instituição para ter noção real do fluxo de caixa da escola.

  • Reajustes nas despesas fixas

Liste os possíveis reajustes das despesas fixas para o próximo ano, como o índice salarial dos professores, impostos, inflação, aumento nas contas de energia e telefone etc.

  • Novos investimentos em infraestrutura e projetos didático-pedagógicos

Avalie as melhorias que precisarão ser feitas na escola para aprimorar o espaço e o ensino oferecido aos alunos. Neste item, podem ser incluídas novas obras, compra de novos equipamentos, entre outros. 

  • Valor-base da mensalidade

O valor para o próximo ano é calculado a partir da última mensalidade do ano vigente, multiplicada pelo número de parcelas que correspondem ao período letivo. 

  • Valor previsto para o reajuste final

O último passo é somar o valor-base da mensalidade do próximo ano aos reajustes das despesas fixas e aos investimentos previstos para o novo ano. O resultado dessa conta será o valor esperado para o reajuste da mensalidade escolar. 

Como aumentar o faturamento nas escolas e preencher vagas ociosas?

Na hora de definir estratégias para a sua escola conquistar sucesso financeiro no próximo ano letivo, uma alternativa que traz resultados são as parcerias com programas de captação de alunos e cadastro de bolsas. 

O Melhor Escola, por exemplo, é o maior buscador de escolas no Brasil. O espaço conta com mais de 193 mil escolas cadastradas, conseguindo conectar famílias interessadas em bolsas parciais a escolas interessadas em aumentar o faturamento. Vale a pena conhecer e se tornar um parceiro!

Para evitar a saída de alunos antigos e manter um bom relacionamento com os pais nessa fase de reajuste escolar, os gestores podem negociar parcelas em atrasos, propor novas formas de financiamento para os inadimplentes, adotar uma política de descontos para irmãos ou indicações, parcelamentos no cartão de crédito, entre outros métodos.

Publicado em:Gestão e finanças
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