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Indisciplina na escola: como identificar e combater

Indisciplina na escola

Falar sobre indisciplina na escola é algo muito mais frequente do que se imagina.  De acordo com alguns professores, esse ainda é um do grande desafios da profissão. A escola, assim como o resto da sociedade, sofre mudanças com o passar dos anos e a globalização tem atribuído mais responsabilidades para a escola. Se por um lado a escola é o espelho da sociedade na qual está inserida. Por outro, as transformações que ocorrem externamente ao seu ambiente geram demandas internas, desde a transição do analógico para o digital, até conscientização do papel do indivíduo dentro da sociedade

Dentro da sala de aula, o objetivo da relação professor-alunos é garantir o desenvolvimento de todas as etapas da aprendizagem. Cada uma das partes tem direitos e deveres a cumprir para garantir que o objetivo seja alcançado. Dessa forma, qualquer atitude que atrapalhe o processo pode ser considerado indisciplina, pois vai contra as diretrizes da escola. 

O que pode causar indisciplina na escola? 

A indisciplina na escola pode ter origem na base familiar, na falta de interesse ou concentração pela aprendizagem, falta de adequação aos processos de ensino ou até mesmo pelo não entendimento das regras sociais. É papel da escola preparar os alunos para enfrentar as situações da vida adulta. Porém, a construção dos valores e princípios de cada um dos estudantes é um trabalho desempenhado em parceria com a família.

Assim, para de fato entendermos a complexidade da discussão, é preciso começarmos pela definição do conceito. Segundo o dicionário, indisciplina significa “falta de disciplina; desobediência, insubordinação, rebeldia.” Dentro do ambiente escolar, observa-se a desobediência de dois tipos de regras: as regras morais e as convencionais.

Classificamos como regras morais aquelas construídas socialmente com base em princípios que visam o bem comum. Essas regras também são chamadas de princípios éticos e se aplicam em um contexto mais amplo, não apenas dentro da escola, mas para a sociedade no geral. Não agredir (física ou verbalmente), não pegar o material do colega sem antes pedir e zelar pelo prédio da escola são exemplos de regras morais.

Já as regras convencionais são aquelas propostas por um grupo em específico. Existe aqui uma flexibilidade entre o grupos, já que as regras não se aplicam a todos e variam de acordo com o momento. O uso de boné pode ser proibido em uma escola, mas permitido em outra. Assim como o celular pode ser utilizado como instrumento de aula mas também é proibido para uso pessoal dentro da sala.

Estabelecimento de regras

Na prática, moralidade e convenção parecem ser aplicadas de modo indissociável, mas é importante que sua distinção seja feita. Desse modo, um passo importante para trilhar o caminho da disciplina no ambiente escolar é estabelecer de maneira clara quais são as regras de convívio. As regras sociais se aplicam às relações interpessoais do aluno e auxiliam o cumprimento das regras convencionais dentro do ambiente escolar. As boas práticas do ambiente escolar podem e devem ser refletidas para a vida do aluno.

O gestor e o coordenador pedagógico desempenham um papel importantíssimo nesse processo. A comunicação clara entre os membros da comunidade escolar permite que as regras de convívio sejam coerentes com o público e a resolução de conflitos mais transparente. Família, professores, alunos e demais funcionários da escola precisam saber quais são as regras para que possam compreendê-las e então segui-las. Isso será o diferencial no momento da resolução dos conflitos, que são naturais e já esperados. 

Uma vez que todos têm consciência do que devem ou não fazer, se estabelece um combinado e o descumprimento das regras poderá ser resolvido com com base no diálogo e no equilíbrio. Lembrando que a resolução de conflitos pode ser escalada para a coordenação pedagógica sempre que o professor achar necessário. A gestão pedagógica faz o planejamento dos métodos e conteúdos previstos na base curricular mas também é responsável pelas questões ligadas à vida em sociedade e à moral, uma vez fazem parte do processo de formação do cidadão.  

Transição de gerações

O cumprimento das regras de convívio não está apenas ligado à consciência de que elas existem, mas também na relação professor-aluno e no acordo estabelecido por eles. É impossível não perceber a transição entre as gerações e houve um tempo em que muito se falava sobre as diferenças entre as gerações X, Y e Z. Sabemos que a globalização mudou a maneira como vemos o mundo, agimos no dia a dia, nos alimentamos, consumimos, dentre tantas outras coisas. Nesse sentido, a presença cada vez mais constante da tecnologia em nosso cotidiano faz com que as tradicionais aulas expositivas se tornem entediantes e pouco motivadoras. A falta de interesse pela aprendizagem também causa indisciplina.

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+ Educação 4.0: uma nova forma de aprender

+ Diário escolar digital do professor: escola conectada

Portanto, a gestão pedagógica deve focar seu trabalho na adoção de metodologias ativas e tecnologias que incentivem o engajamento do aluno durante as aulas. A figura de autoridade que o professor carrega para dentro da sala de aula deve sempre estar associada ao seu conhecimento e não como soberania. O corpo docente deve ser uma referência para o comportamento dos alunos e não um instrumento de punição para o descumprimento das regras.

Dentro da sala de aula, o professor precisa dispor de ferramentas e dispositivos para envolver o aluno na construção do saber, destacando sua autonomia dentro do processo. Desse modo, se estabelece um ambiente cooperativo, no qual alunos e professores são peças essenciais para o alcance de bons resultados. 

Publicado em:Ambiente Escolar
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