Ansiedade escolar na volta às aulas: 12 sinais e como ajudar

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Em resumo:


  • A ansiedade escolar é comum na volta às aulas e pode se manifestar por sinais emocionais, físicos e comportamentais que merecem atenção;

  • Com escuta, rotina, diálogo e apoio emocional, é possível ajudar a criança a se sentir mais segura e confiante no retorno à escola;

  • Quando os sintomas são intensos ou persistentes, buscar ajuda profissional faz parte do cuidado e contribui para o bem-estar e o desenvolvimento da criança.


Férias acabando, mochila pronta e aquele aperto no coração: sinais de que um novo ano letivo se aproxima. Para muitas crianças, a volta às aulas vem acompanhada de ansiedade escolar, insegurança e medo do desconhecido.



Esse sentimento é mais comum do que parece e pode aparecer em diversas idades, especialmente quando a rotina escolar muda e novas expectativas surgem. Se a simples menção da volta às aulas já causa choro, nervosismo ou resistência em casa, vale acender um sinal de atenção.


A ansiedade escolar pode assustar, mas entender o que está acontecendo é o primeiro passo para ajudar seu filho ou filha a se sentir mais seguro. Com informação, diálogo e pequenas atitudes no dia a dia, é possível trazer mais leveza e segurança para esse momento. 


Continue a leitura e descubra como apoiar emocionalmente o seu pequeno para uma volta às aulas sem estresse


Confira os tópicos que vamos abordar:


  • O que é ansiedade estudantil?

  • Por que as crianças ficam ansiosas com a volta às aulas?

  • Como ajudar as crianças a lidar com a ansiedade da volta às aulas? 

  • Quando procurar ajuda profissional para ansiedade escolar?


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criança abraçada na mãe não quer ir pra escola

O que é ansiedade estudantil?

A ansiedade estudantil é uma reação emocional comum diante de mudanças, desafios ou situações novas relacionadas à escola. Ela costuma aparecer com mais força em momentos de transição — como a volta às aulas, a troca de turma, de escola ou até de professor.

A ansiedade escolar está ligada a expectativas, inseguranças e preocupações reais para a criança. Pode ser o receio de não se adaptar à rotina, de errar, de não fazer amigos ou de ficar longe dos pais e responsáveis.

Sentir um frio na barriga antes do primeiro dia de aula é normal. O ponto de atenção surge quando esse sentimento passa a ser intenso, frequente ou começa a interferir no bem-estar, no comportamento e na rotina da criança

Nesses casos, entender os sinais é essencial para saber como apoiar emocionalmente e tornar a volta às aulas sem estresse.

Quais são os sintomas de ansiedade na escola?

A ansiedade escolar nem sempre aparece de forma clara. Muitas crianças não conseguem expressar o que estão sentindo em palavras, e os sinais acabam surgindo no corpo ou no comportamento do dia a dia.

Ficar atento a essas mudanças ajuda pais e responsáveis a agir cedo e preparar a criança para o ano letivo de forma mais segura e acolhedora. 

Veja como os sinais de ansiedade podem aparecer: 

Sinais emocionais

  1. Choro frequente ou sem motivo aparente;

  2. Irritabilidade, impaciência ou mudanças repentinas de humor;

  3. Medo excessivo de errar, de não dar conta das tarefas ou de ir à escola;

  4. Insegurança intensa ou necessidade constante de aprovação.

Sinais físicos

  1. Dor de barriga, dor de cabeça ou náusea, principalmente antes das aulas;

  2. Falta de apetite ou mudanças nos hábitos alimentares;

  3. Cansaço excessivo sem causa aparente

  4. Dificuldade para dormir ou sono agitado na véspera dos dias letivos. 

Sinais comportamentais

  1. Resistência ou recusa em ir à escola

  2. Evitar falar sobre o ambiente escolar

  3. Dificuldade de concentração ou queda no rendimento

  4. Regressões, como querer dormir com os pais, voltar a fazer xixi na cama ou agir de forma mais infantil

Nem sempre esses sinais indicam um problema grave, mas quando aparecem juntos ou de forma persistente, merecem atenção.

Por que as crianças ficam ansiosas com a volta às aulas?

Para as crianças, o período de volta às aulas marca uma mudança significativa na rotina, nas relações e nas expectativas, e tudo isso pode gerar insegurança. 

Por isso, entender as causas da ansiedade escolar ajuda os pais a acolherem melhor os sentimentos dos filhos, sem julgamentos ou cobranças excessivas. 

Alguns fatores costumam estar por trás desse desconforto emocional:

1 - Mudança de rotina

Depois de semanas (ou meses) com horários mais flexíveis, menos compromissos e mais tempo livre, retomar a rotina escolar pode ser desafiador. Acordar cedo, cumprir horários, lidar com tarefas e responsabilidades exige uma adaptação que nem sempre acontece de forma imediata. 

2 - Novos professores, colegas ou escola

O desconhecido costuma gerar ansiedade. Trocar de turma, conhecer um novo professor ou até mudar de escola pode despertar medo de não se adaptar, de não fazer amigos ou de não se sentir acolhido. 

Para crianças menores, a separação dos pais também pesa; para as maiores, a preocupação em se enturmar ganha força.

3 - Medo de não corresponder às expectativas

Muitas crianças internalizam expectativas — próprias, da família ou da escola — e passam a se cobrar demais. O receio de errar, tirar notas baixas ou “não dar conta” do ano letivo pode gerar ansiedade antes mesmo das aulas começarem, impactando a autoconfiança.

4 - Experiências negativas anteriores

Situações como dificuldades de aprendizagem, conflitos com colegas, episódios de bullying ou uma relação ruim com professores no ano anterior podem deixar marcas emocionais. Ao se aproximar um novo ano letivo, a criança pode temer que essas experiências se repitam.

menina chorando segurando mão da mãe

5 - Ansiedade dos próprios adultos (efeito espelho)

As crianças percebem muito mais do que imaginamos. Comentários frequentes sobre pressão escolar, preocupações excessivas com desempenho ou até o estresse dos pais com a volta à rotina podem ser absorvidos pelos pequenos. 

Esse “efeito espelho” faz com que a ansiedade dos adultos acabe sendo refletida no comportamento infantil.

A ansiedade escolar não é birra, fraqueza ou falta de vontade — é um sinal de que a criança precisa de apoio emocional para atravessar essa fase de transição com mais segurança.

Como ajudar as crianças a lidar com a ansiedade da volta às aulas? 

Depois de identificar os sinais e entender os motivos da ansiedade escolar, o próximo passo é saber como agir na prática. Observar, escutar e acolher é o primeiro passo para ajudar a criança a atravessar esse momento com mais confiança.

O que os pais podem fazer no começo do ano letivo?

Nos primeiros dias de aula, a ansiedade costuma aparecer com mais força. Algumas ações simples no dia a dia ajudam a reduzir o impacto dessa transição e tornam o retorno à escola mais leve para a criança:

Situação comum

Como agir na prática

Mudança brusca de rotina

Ajustar horários de sono e alimentação alguns dias antes das aulas.

Resistência em falar sobre a escola

Conversar com leveza, sem pressão ou cobranças.

Medo ou insegurança

Validar os sentimentos e mostrar que isso é normal.

Comparações com irmãos ou colegas

Evitar comparações e respeitar o tempo de cada criança.

Quais estratégias usar para uma volta às aulas sem estresse?

Criar uma rotina previsível e organizada é uma das formas mais eficazes de diminuir a ansiedade escolar. Quanto mais clareza a criança tem sobre o que vai acontecer, mais segura ela tende a se sentir.

Estratégia

Por que funciona

Organizar mochila e uniforme com antecedência

Diminui a ansiedade do “último minuto”.

Relembrar a rotina escolar

Traz previsibilidade e sensação de controle.

Criar rituais de despedida

Ajuda na separação e no sentimento de segurança.

Evitar agenda cheia nos primeiros dias

Reduz o cansaço físico e emocional.

Como apoiar emocionalmente a criança nesse período?

Além da organização prática, o apoio emocional dos adultos é essencial para que a criança consiga lidar melhor com seus sentimentos. A forma como pais e responsáveis reagem pode aliviar ou intensificar a ansiedade.

Atitude dos adultos

Impacto emocional na criança

Escutar sem interromper ou minimizar

A criança se sente acolhida e compreendida.

Falar dos pontos positivos da escola

Ajuda a reduzir o foco no medo.

Valorizar o esforço, não só resultados

Diminui a pressão por desempenho.

Manter uma postura calma

Transmite segurança e confiança.

Quando os adultos mantêm uma postura calma e acolhedora, a criança aprende, aos poucos, a confiar nesse novo começo.

Quando procurar ajuda profissional para ansiedade escolar?

Sentir um frio na barriga ou um certo nervosismo na volta às aulas é comum. No entanto, em alguns casos, a ansiedade escolar pode ir além do esperado e começar a afetar o bem-estar da criança e a rotina da família. 

Nesses momentos, buscar apoio profissional pode fazer toda a diferença.

psicóloga infantil atendendo criança

Vale considerar essa ajuda quando:

  • Os sintomas persistem por várias semanas, mesmo após o período de adaptação ao novo ano letivo;

  • A ansiedade interfere no aprendizado, na concentração ou no interesse pela escola;

  • Há recusa frequente em ir para a escola, com choros intensos ou crises na hora de sair de casa;

  • Os sintomas físicos se intensificam, como dores recorrentes, falta de ar ou episódios de pânico;

  • O comportamento muda de forma significativa, com isolamento, tristeza constante ou regressões acentuadas. 

O primeiro passo pode ser conversar com a escola, professores ou orientadores pedagógicos. Em seguida, o pediatra, psicólogo ou terapeuta infantil pode ajudar a entender o que está acontecendo e indicar o melhor caminho para apoiar a criança.

Buscar ajuda não significa que algo “deu errado”. Pelo contrário: procurar apoio é um gesto de cuidado, atenção e amor, que mostra à criança que ela não precisa enfrentar seus medos sozinha.

Gostou desse conteúdo? Então compartilhe com outros pais e responsáveis que gostariam de saber mais sobre como ajudar seus filhos com ansiedade escolar. Aproveite e leia outros artigos do nosso blog. 

Escolher a escola certa ajuda a reduzir a ansiedade escolar

A ansiedade escolar na volta às aulas não está ligada apenas à rotina ou às emoções da criança, mas também ao ambiente em que ela vai aprender e se desenvolver. Escolas que acolhem, dialogam com as famílias e respeitam o ritmo dos alunos tendem a tornar esse processo mais leve e seguro.

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