Escolas públicas e privadas: pandemia amplia abismo no ensino

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Escolas públicas e privadas foram afetadas pela pandemia da Covid-19. Ela mudou a rotina de alunos e professores no último ano e resultou em novos processos de aprendizagem. 

Para preservar a saúde dos estudantes e dos docentes, os colégios trocaram as salas físicas, repletas de jovens e crianças, por aulas online. 

Essa alteração no dia a dia das escolas públicas e privadas somente evidenciou as diferenças sociais e econômicas no Brasil. Dessa forma, criou-se um verdadeiro abismo entre a qualidade de ensino oferecida a estudantes das classes mais altas e os mais pobres. 


Diferenças entre escolas públicas e privadas na pandemia


A desigualdade entre o ensino público e particular é resultado de inúmeros fatores. Dentre eles, a falta de planejamento pedagógico, ausência de políticas educacionais eficientes, dificuldades no acesso à internet de alta velocidade, entre outros problemas que afetam os alunos mais carentes. 

De um lado, as famílias com melhores condições financeiras conseguem manter os filhos matriculados em colégios particulares e possuem estrutura adequada em casa para o ensino remoto de qualidade, com computadores ou notebooks, dinâmicas pedagógicas modernas, acesso a plataformas digitais e uso de internet rápida. 

Neste caso, a tecnologia se tornou uma aliada da educação. Em tempos de pandemia e isolamento social, conseguiu tornar o ensino mais leve e sem prejuízos ao aprendizado. 

Do outro lado, no entanto, as diferenças para os alunos das escolas públicas são cada vez mais desafiadoras. Isso porque, com as escolas fechadas, as famílias com menos recursos não tiveram outra opção a não ser deixar o estudo em segundo plano. 

Em novembro de 2020, quase 1,5 milhão de crianças e adolescentes não estavam frequentando a escola (remota ou presencialmente) no Brasil. 

Outros 3,7 milhões de alunos matriculados na rede pública de ensino não conseguiram manter a rotina de estudos em casa por falta de recursos.

Um estudo do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic) mostrou que as questões mais apontadas pelas pessoas das classes D e E para abandonar as salas de aula foram: necessidade de buscar um emprego; de cuidar da casa; e a falta de equipamentos tecnológicos, como tablets, computadores ou celulares, para acessar às aulas.


Entenda as dificuldades para os professores das escolas públicas


Os professores das escolas administradas pelo Estado também são afetados pela falta de infraestrutura nas residências e nas unidades escolares. Isso foi evidenciado por uma Pesquisa Datafolha encomendada pela Fundação Lemann. 

O levantamento apontou que, para 45% dos entrevistados no estudo, a conexão de internet da rede pública não permite oferecer melhorias e novas atividades para as aulas remotas. 

Outros 30% dos professores relataram que não tinham nenhum acesso ao mundo digital nas escolas em que trabalhavam.

Nesse sentido, podemos listar uma série de diferenças em relação à situação das escolas públicas e privadas na pandemia:

  • Falta de acesso à internet entre os alunos mais pobres.

  • Ausência de políticas educacionais eficientes nos colégios públicos. 

  • Escolas com poucos ou quase nenhum recurso digital. 

  • Alunos desmotivados e sem interesse. 

  • Abandono escolar.

  • Professores com dificuldades de acesso e habilidades com a internet. 

  • Falta de acompanhamento pedagógico e social para os alunos.

  • Famílias com dificuldades financeiras.


Quais são os caminhos para uma educação eficaz pós-pandemia?


Sabemos que, mesmo com o fim da pandemia e o retorno presencial às salas de aula, as dificuldades do ensino remoto vão continuar existindo e exigindo cada vez mais adaptação.

Muito mais do que isso, a desigualdade entre o ensino nas escolas públicas e particulares vai trazer ainda mais desafios para a sociedade e para os gestores educacionais, especialmente a médio e longo prazo. 

Sendo assim, fica claro que algumas iniciativas precisarão ser prioridades para reduzir o déficit educacional no país. 

É necessário, por exemplo, investir em ações para recuperar o aprendizado perdido, otimizar o currículo escolar e ampliar o acesso à tecnologia nas escolas. Além disso, é importante supervisionar a adesão dos alunos e estimular os docentes na elaboração de novas estratégias de ensino.


Como encontrar escolas de qualidade no Brasil? 


Para os pais ou responsáveis em busca de educação de qualidade, o site Melhor Escola é uma excelente opção porque disponibiliza uma listagem com mais de 193 mil escolas do país. 

A plataforma, especializada em educação básica, conta com informações sobre os colégios, depoimentos de pais, alunos, ex-alunos e profissionais das escolas. Além disso, conta com bolsas de estudos de até 80% nas unidades parceiras.

Em outras palavras, trata-se de uma ponte que conecta as instituições aos responsáveis de forma rápida, dinâmica e segura. Além de ser um canal extremamente eficaz para a captação de alunos.