Atividades sobre sentimentos e emoções para a educação infantil

Receba dicas e conteúdos exclusivos para a educação do seu filho.

É comum vermos filmes, desenhos e canções que falam sobre as sensações que sentimos quando algo bom ou ruim acontece. E isso está cada vez mais presente nas obras voltadas para o público infantil. Para fortalecer ainda mais esse tipo de contato, é possível propor atividades sobre sentimentos e emoções que podem ser feitas na escola ou em casa.

Alguns exercícios são realizados em grupo, já outros a criança pode desenvolver sozinha, a partir da orientação de um adulto. E nesse momento, todo tipo de criatividade vale: use os personagens preferidos dos pequenos, emojis, cores e até mesmo acontecimentos e pessoas que pertençam à realidade deles. 

Confira 10 atividades sobre sentimentos e emoções que podem ser aplicadas na educação infantil

1) Simulação de emoções

A típica mímica pode ser personalizada para um jogo de emoções! Além de treinar a coordenação motora dos pequenos, é uma forma de contribuir para a socialização e aumentar a percepção deles sobre como os sentimentos são demonstrados. 

O primeiro passo pode ser dado pelo professor ou responsável, para estimular as crianças a continuarem. Faça caretas de felicidade, imite um choro e demonstre com barulhos, enrugue a testa para indicar raiva e arregale os olhos para parecer assustado.  

2) Contação de histórias 

Uma das atividades sobre sentimentos e emoções é a contação de histórias. Porém, ao invés de apenas ler uma história de forma monótona, que tal fazer pausas e instigar os pequenos a pensarem nos sentimentos dos personagens da narrativa? Seja num momento dramático ou de euforia, o importante é eles participarem e refletirem sobre as emoções que cercam aquela história. 

Veja também: + 10 livros infantis ilustrados em PDF para download gratuito

Lembre-os que além dos integrantes do conto, eles enquanto ouvintes também têm várias impressões, por exemplo quando sentem medo ao ouvir sobre um monstro, ou quando ficam empolgados com o herói que salva o mundo.

3) Relacione o cotidiano com sentimentos

Sabe aquele quadro de regrinhas que normalmente tem nas salas de aula? Ele pode ser complementado com emoções. Por exemplo: ao dizer que não se deve pegar escondido as coisas do coleguinha, reforce que essa ação deixará a pessoa triste; nos recados para evitar brincadeiras com apelidos, ressalte que isso envergonha o outro.

4) Use fotografias 

Nem todas as crianças têm contato com fotografias impressas nos dias de hoje. Inove nos materiais e leve essa ideia para os pequenos. Você pode revelar ou imprimir fotos de crianças expressando os sentimentos, desde alegria, tristeza, surpresa ou medo. É uma maneira deles se identificarem e normalizarem esse tipo de situação.

5) Peça para as crianças desenharem 

Não existe uma regra para os desenhos, eles podem ser abstratos ou realistas; feitos com lápis, papel, tintas ou complementados por colagens. As cores têm um papel fundamental na percepção dos sentimentos. Faça com que os pequenos associem as tonalidades às emoções e demonstrem isso ao colorirem algo.

6) Faça um diário de emoções 

“Como você está se sentindo hoje?” pode ser a pergunta padrão no início das páginas desse caderno. A ideia de ter um diário de emoções é ajudar a criança a identificar quais emoções prevalecem no dia, além de também fazê-la criar o hábito de dar importância aos próprios sentimentos. 

Em alguns casos, ter o registro dessas sensações pode auxiliar os responsáveis a compreender melhor os filhos. Deixe a criança livre para completar as folhas com desenhos, escritas ou colagens que demonstrem o que ela está sentindo. Leia também: + A importância da interação social na educação infantil

7) Emoções escondidas 

Para essa atividade, você pode criar bonequinhos em palitos de madeira. Faça os rostos em círculo no papel ou mesmo em uma bolinha de isopor. Lembre-se de colocar várias expressões. A intenção é que cada lado do círculo/bolinha fique com uma face diferente, por exemplo, de um lado um rosto feliz e do outro um triste.

Sendo assim, você mostra um lado do boneco para a criança e inventa uma história em cima disso, até chegar em um ponto da narrativa que acontece alguma coisa e esse personagem se transforma. Deixe a criança adivinhar o que mudou e que tipo de sentimento pode ter aparecido. 

8) Truques para aliviar ou expressar os sentimentos

Quando você está muito feliz, o que gosta de fazer? E quando está triste, será que existe um jeito de aliviar esse sentimento que parece doer no peito? Dê alternativas para as crianças testarem aquilo que mais funcionar para elas. 

Na hora da raiva, dar alguns tapinhas em um travesseiro macio pode ajudar. Quando a felicidade aparecer, pule, corra, gaste essa energia! Em situações de medo, compartilhar o que se está pensando pode ajudar, assim como quando a tristeza bater. 

9) Como você fica quando..?

É hora de colocar a criançada para pensar! Crie situações, preferencialmente realistas, e dê um tempinho para que elas pensem como iriam reagir. Por exemplo: “como você fica quando leva um tombo?” ou “como você fica ao receber um presente?”. A atividade pode ser feita manualmente ou através da conversa.

10) Mantenha o diálogo sempre aberto

No fim do dia, uma roda de conversa pode servir como rede de apoio para todos, inclusive para os adultos. Incentivar as crianças a falarem de seus sentimentos, e também ouvirem a emoção de quem está ao redor, é uma forma deles perceberem que “sentir” é extremamente normal, além desse exercício ser um estímulo à empatia. 

Guardar para si só nem sempre é bom

Apesar de algumas situações demandarem um tempinho a mais para serem digeridas, é importante que as crianças já cresçam sabendo que não há nada de errado em compartilhar o que estão sentindo. E da mesma forma que gostamos de falar sobre a nossa felicidade para as pessoas, também precisamos mencionar a tristeza. 

Muitos indivíduos têm dificuldades de tratar as emoções quando adultos justamente por repressões que sofreram na infância. Não julgue uma criança que está chorando, ao invés disso, acolha e pergunte o que aconteceu. Esse tipo de comportamento pode fazer toda a diferença na saúde emocional deste ser humano.