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Escolas privadas têm queda de 63% na rematrícula

Escolas particulares têm queda na taxa de rematrícula para o ano letivo 2021

Mesmo sem reajustar a mensalidade, escolas privadas tem perdido alunos na rematrícula para o ano letivo de 2021. Isso é o que aponta uma pesquisa feita pelo Melhor Escola, marketplace de educação básica. O estudo revelou que 63,10% das escolas da rede privada de ensino observaram queda na taxa de rematrícula para o próximo ano letivo. Somente 20,56% afirmaram ter observado um aumento na taxa, enquanto o restante, 16,43%, não notaram alteração nos números.

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+ 3 erros comuns na captação de alunos

A pesquisa, divulgada no último sábado, dia 12, foi realizada por meio de formulário digital entre os dias 25 de novembro e 07 de dezembro. Participaram do estudo 355 escolas de todas as regiões do país.

Dentre as 224 instituições que notaram a queda, 29,6% responderam ter uma diminuição maior que 20% na taxa de renovação das matrículas. Do restante, 12,4% respondeu que a queda ficou entre 10% e 20%, enquanto 21,1% das escolas afirmam ter sentido uma queda entre 0 e 10% na retenção dos alunos.

De acordo com Juliano Souza, fundador do Melhor Escola,  essa queda pode ter sido motivada por três fatores. O primeiro tem relação com a crise econômica, já que muitas famílias tiveram redução de renda nos últimos meses. Já o segundo está na insatisfação das famílias “com a forma como a escola conduziu todo o processo durante a pandemia. Mas o terceiro talvez seja maior que os dois primeiros. Existem muitas famílias esperando para ver o que vai acontecer,” conta Souza.

Insegurança tem contribuído para queda na taxa de rematrícula para o ano letivo 2021

As indefinições quanto a abertura das escolas e a continuidade do ensino remoto deixam as famílias inseguras em relação ao ano letivo 2021. “A grande preocupação dos pais é a escola não abrir e voltar a ficar fechada como foi esse ano”, observa Souza. Ainda segundo o fundador do Melhor Escola, para restaurar a confiança das famílias, é preciso que a pandemia esteja controlada, seja por meio de uma vacina ou algum outro meio. 

A pesquisa também questionou as escolas sobre a captação de novos alunos. Para essa pergunta, a maioria das instituições também relata queda nos números, entretanto, os percentuais foram mais próximos. O percentual de escolas que notou uma diminuição na captação de novos alunos neste ano foi de 46,76%. Esse número representa 166 escolas. Já o percentual de escolas que notou um aumento no número de novas matrículas chegou a 33,24%, ou seja, 118 escolas. As demais escolas responderam não ter observado alteração na taxa de captação de novos alunos. 

Maioria das escolas não reajustou a mensalidade

Além disso, o Melhor Escola também coletou dados sobre o reajuste da mensalidade para o ano que vem. A maioria das escolas, 56,62%, não aplicou nenhum aumento, indicando que mesmo com a manutenção dos valores, as famílias preferiram não realizar a matrícula de seus filhos. Para Souza, mesmo que essa medida tenha como objetivo reter os alunos, a manutenção dos valores pode oferecer risco à saúde financeira das instituições, já que muitos custos aumentaram por conta da pandemia. 

“O problema de não dar o aumento é que você fica com menos margem de negociação e isso é ruim para a escola”, comenta. O Banco Central prevê que a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar em alta de 4,3% em 2020. Ainda de acordo com a pesquisa do Melhor Escola, dentre as instituições que aplicaram aumento em suas mensalidades, a maioria manteve os reajustes dentro da margem de 5% a 10%. Somente 7,32% das escolas aplicaram aumento entre 1% e 4,5% na mensalidade.

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Publicado em:Notícias
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