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Cinco Metodologias de Ensino Mais Utilizadas no Brasil

Cinco Metodologias de Ensino Mais Utilizadas no Brasil


Conheça as 5 metodologias de ensino mais utilizadas no Brasil e também o que os especialistas têm a dizer sobre a sua influência no comportamento e desenvolvimento das crianças.


Ao decorrer dos anos diversas metodologias de ensino foram criadas, tornando evidente que o processo de ensino e aprendizagem não precisa ser sempre do mesmo jeito. No Brasil, essa diversidade de metodologias também está presente na produção de conhecimento. Você sabe quais são os cinco métodos de ensino mais populares em território nacional? Continue lendo para conhecer um pouco mais sobre cada um deles.


Metodologia Tradicional
A abordagem tradicional, como o próprio título sugere é a mais convencional entre elas, e integra a prática educacional formal. O foco dessa prática consiste na preparação intelectual e moral dos alunos para assumir uma posição na sociedade, através da exposição verbal da matéria e/ou de demonstração realizada pelo professor.
O tradicionalismo parte do princípio de que o adulto é detentor do conhecimento e o transfere a criança através da exposição e análise das matérias. Neste método, existe a ênfase nos exercícios, repetição de conceitos ou fórmulas e na memorização, visando disciplinar a mente e criar hábitos. Nessa metodologia, é comum a separação por séries. Na sala de aula, existe um número variável de alunos onde o conteúdo é aplicado de forma igualitária, pois no tradicionalismo acredita-se que cabe ao aluno absorver todo o conhecimento apresentado, dependendo de seu esforço e comprometimento para o aprendizado.


Construtivismo
O construtivismo é uma postura com relação a aquisição do conhecimento. Desenvolvido pelo epistemólogo Jean Piaget (1896 – 1980), o construtivismo questiona o conceito e a estrutura do conhecimento e aprendizagem. A ideia central do construtivismo é a de que o conhecimento não é adquirido, mas sim construído. A teoria possui uma abordagem filosófica e científica.
Como filosofia, dois conceitos se destacam como formas de conceber o conhecimento: racionalismo e empirismo. O racionalismo concentra o conhecimento no sujeito em seu interior. Enquanto o empirismo possui o conceito de conhecimento a partir dos sentidos e objetos, ou seja, do contato do sujeito com o mundo.
Já em sua abordagem científica, o construtivismo busca entender a gênese do conhecimento, isto é, como o conhecimento é construído.
O método chegou no Brasil por volta da década de 1980, e diferente do tradicionalismo defende a organização da escola em ciclos ao invés de séries. Além disso, uma sala de aula construtivista conta com poucos alunos, para que haja o acompanhamento da evolução do aprendizado e a intervenção do professor sempre que se faça necessário. O papel do professor é propor e incentivar o desenvolvimento das atividades e não impô-las. Sendo assim, os alunos participam de discussões e expõem opiniões e dúvidas sobre os temas retratados.


Método Montessoriano

A metodologia montessoriana foi criada pela médica italiana Maria Montessori (1870 – 1952), e possui como maior princípio o respeito e compreensão da individualidade da criança. Um ambiente montessoriano é fácil de ser reconhecido: é bem organizado e os objetos ficam todos ao alcance das crianças. Isso funciona para que seja trabalhada a autonomia, a ordem e o espaço.
O método montessoriano possui 6 pilares:
1- Autoeducação: O aluno deve aprender sozinho, sem grande interferência de adultos.
2- Educação cósmica: Tudo está interligado. Áreas separadas se tornam abstratas, por isso, todo o conteúdo possui um vínculo.
3- Educação como ciência: A análise e compreensão do comportamento das crianças.
4- Ambiente preparado: O ambiente é propício para que as crianças tenham liberdade e autonomia. Além de objetos na altura do alcance das crianças, o espaço de aula é minimalista, contendo apenas o necessário para o desenvolvimento das atividades.
5- Adulto preparado: O papel do adulto é de observar as crianças e intervir somente quando necessário. A maior regra deste passo é nunca fazer pela criança aquilo que ela pode fazer sozinha.
6- Criança equilibrada: Quando a criança se encontra concentrada isso significa que está em equilíbrio. É importante que não haja a interrupção de um adulto neste momento.
A metodologia montessoriana se baseia na observação e compreensão da verdadeira natureza do indivíduo através dos trabalhos (brincadeiras) para desenvolver uma base na evolução da criança.


Metodologia Pikler
A metodologia foi criada pela pediatra Emmi Pikler (1902 - 1984), e é focada nos 3 primeiros anos de vida da criança. Assim como a metodologia montessoriana, Pikler também se baseia no respeito da individualidade e liberdade do ser, no entanto, este método possui dois grandes princípios: segurança afetiva e motricidade livre.
A segurança afetiva parte do princípio de profundo respeito à criança. O adulto precisa reconhecer que a criança já é uma pessoa e que possui suas próprias expectativas e necessidades. Esse reconhecimento reflete no desenvolvimento psicológico e emocional da criança. Através de cuidados e contatos diários constrói-se o vínculo entre cuidador e bebê, que compõe este primeiro passo.
A motricidade livre permite que os bebês desenvolvam aspectos de postura corporal próprios. Em um ambiente adequado, a criança se encontra livre para explorar objetos e possibilidades, sempre de maneira autônoma e tranquila. Um adulto somente deve intervir para manter a segurança da criança.


Metodologia Waldorf
A metodologia Waldorf foi criada por Rudolf Steiner (1861 - 1925), um filósofo austríaco. Esse método foi aplicado pela primeira vez em uma escola para filhos de operários alemães de uma fábrica de cigarros chamada Waldorf-Astoria. Sua estrutura se baseia em 3 colunas principais: pensar, querer e agir, e trabalha com base na justiça social na educação e tem como objetivo criar indivíduos livres, mas plenamente responsáveis.
Na abordagem waldorf, o professor atua como um facilitador do conhecimento e acompanha a turma de alunos desde a fase inicial até completarem 14 anos de idade. A partir do ensino médio, os alunos são acompanhados por um tutor.
Além das matérias obrigatórias do currículo nacional como língua portuguesa, matemática, história, geografia e etc.; os alunos trabalham com atividades como música, teatro, dança, artesanato e diversos outros trabalhos que exploram a criatividade dos indivíduos, boa parte deles sendo interdisciplinares.


Afinal, qual metodologia escolher? Como podemos perceber, são diversos os caminhos e possibilidades para o desenvolvimento da educação de crianças. De acordo com a psicóloga e pedagoga Andréa Racy, existe um tipo ideal de escola para cada criança.
Exemplificando a metodologia Waldorf, Andréa afirma "Tem que ter um perfil específico e a família tem que participar muito. Não é uma escola que qualquer pessoa entra e vai ficar tudo bem. As famílias participam muito na educação das crianças, então a família tem que estar disposta a isso. " Segundo ela, os pais devem estar atentos aos princípios que pretendem agregar aos seus filhos. "Quando os pais vão escolher as escolas dos filhos eles devem estar muito atentos aos valores da família. Também devem conhecer seus filhos, saber como está criança se comporta, para, finalmente, visitar a escola e saber se o método e filosofia da escola bate com o que eles acreditam, para não haver um conflito entre escola e família."

A psicopedagoga Daniela Santana Silva Ramos afirma que o ideal é experimentar. "Os pais precisam estar atentos aos comportamentos dos seus filhos e ao desenvolvimento deles. É importante também conhecê-lo. De que forma ele aprende? Ele é extrovertido? A melhor forma de se descobrir o método ideal é experimentando", afirma ela.




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